Tesouro Mogiano

Benedicto Alves dos Anjos foi meu tio. Casado com Maria Apparecida, primogênita de meus avós maternos, viveu a vida de casado no simpático chalé que havia na esquina da Rua Dr. Correa com a Coronel Souza Franco. Ali criou os três filhos – Maria José, Nabor e Fábio – e ali cultuou seu hobby predileto: a fotografia. Tinha, no quintal, um estúdio onde começou revelando negativos em vidro, pré-história da fotografia; passou para o negativo em celuloide; não viveu para assistir à revolução digital – morreu em março de 1974.

Seu filho, o advogado Nabor Arouche Alves, cuidou de preservar tudo. Paciência de Jó para garimpar, entre centenas de películas, aquelas que precisavam de restauração. Esta semana enviou-me parte do acervo. É de arrepiar!

Com a vida profissional dedicada ao comércio, Benedicto Alves teria sido, se quisesse, um fotógrafo profissional adiante de seu tempo. À época em que todos posavam para fotos, ele fazia flagrantes, acompanhava a mudança urbanística, registrava o cotidiano da Cidade.

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